terça-feira, 10 de setembro de 2013

Dança dos técnicos retorna com intensidade no Brasileirão 2013


náutico x são paulo paulo autuori (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)Os péssimos resultados derrubaram Autuori no São

Paulo (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)


Após diminuir o ritmo na temporada passada e dar esperança de dias melhores aos treinadores de futebol, a tradicional e temida dança das cadeiras está de volta no Brasileirão 2013. Entre os demitidos e os que pediram o boné, a competição registra 16 trocas de comando até a 19ª rodada. Na última edição, apenas sete técnicos haviam perdido o emprego a essa altura do campeonato: Hélio dos Anjos, Falcão, Argel Fucks, Joel Santana, Dorival Júnior, Emerson Leão e Vagner Mancini.


Neste ano, o primeiro que teve a ‘honra’ de puxar a fila dos treinadores demitidos foi Muricy Ramalho. Ele rescindiu o contrato com o Santos no fim de maio depois da segunda rodada, devido a uma reformulação após a saída do craque Neymar para o Barcelona. Para o seu lugar, a diretoria efetivou o treinador do time sub-20, Claudinei Oliveira. Após quatro meses parado, Muricy assumiu o São Paulo nesta terça-feira na vaga de Paulo Autuori, que é o mais recente desempregado a provar o sabor amargo da instabilidade da profissão. Por sinal, Autuori já havia comandado o Vasco até a sexta rodada do Brasileirão. Mas pediu as contas por estar insatisfeito com o fato de a diretoria cruz-maltina não ter cumprido o prazo prometido para quitar os salários atrasados.


Outro número representativo na Série A é a quantidade de times que mudaram o seu staff. No primeiro turno, 12 dos 20 clubes trocaram o comando técnico. Em 2012, somente seis times optaram por mudanças na metade do campeonato: Atlético-GO, Bahia, Flamengo, Internacional, São Paulo e Sport. O Figueirense só não figura na lista porque naquele momento o time era comandado interinamente por Abel Ribeiro.


Marcelo Oliveira, técnico do Cruzeiro (Foto: Washington Alves / Vipcomm)Marcelo Oliveira é um dos oito técnicos intocáveis do Brasileirão (Foto: Washington Alves / Vipcomm)


Na atual edição, o time que mais mudou foi o lanterna Náutico com três trocas. Silas comandou a equipe no início da competição nacional, mas com a eliminação da Copa do Brasil e do Campeonato Pernambucano acabou sendo demitido ainda na terceira rodada do Brasileirão. Depois chegou Zé Teodoro que não resistiu à derrota por 3 a 0 para o Criciúma, na 14ª rodada e foi mandado embora. Jorginho assumiu o posto, no entanto, após mais um revés no Timbu, dessa vez para o Vasco por 3 a 0, ele entregou o cargo. A diretoria do time pernambucano optou por uma solução caseira e efetivou Levi Gomes. Outros dois integrantes da zona de rebaixamento aparecem logo atrás do Náutico com duas mudanças no comando técnico: Ponte Preta e São Paulo.


A tese dos treinadores, que soa como um mantra, de que o trabalho a longo prazo é a fórmula para o sucesso, vem sendo comprovada no Brasileirão 2013. Tanto que dos oito primeiros colocados, seis mantêm os treinadores desde o início da competição: o Cruzeiro, de Marcelo Oliveira, e o Botafogo, de Oswaldo de Oliveira, líder e vice-líder, respectivamente. Depois na sequência aparecem o quinto colocado Corinthians, de Tite - o treinador há mais tempo no cargo com quase três anos à frente do time – o Internacional, de Dunga, o Coritiba, de Marquinhos Santos e o Goiás, de Enderson Moreira, que está no comando da equipe desde outubro de 2011. A exceção fica por conta do Atlético-MG e do Bahia. Campeão da Libertadores deste ano, o time comandado por Cuca está na beira da zona do rebaixamento (16ª posição). Já o Tricolor de Aço, do técnico Cristóvão Borges, chegou a integrar o G-4 por duas rodadas, mas caiu vertiginosamente na tabela e, no momento, ocupa o 13º lugar.


Info_VAI-VEM_Tecnicos_SERIE-A (Foto: Infoesporte)


Alta rotatividade de técnicos também na Série B


Na Série B, a paciência dos dirigentes não é a mesma e as mudanças de técnicos são bem mais constantes. Após a 20ª rodada do Brasileirão deste ano, 22 treinadores perderam o emprego, ou seja, mais de uma demissão por jornada. A última vítima foi Marcelo Martelotte, que saiu do Sport após derrota para o Icasa, sábado, na Ilha do Retiro. O alto índice de troca de bastões é superior ao do ano passado, que registrou 18 mudanças no comando técnico a essa altura da competição.


Quando o assunto é o total de equipes que trocaram de técnicos, a situação é ainda mais assustadora. Dos 20 clubes que disputam a Segundona, apenas quatro times mantêm os treinadores até o momento: Palmeiras (Gilson Kleina), Chapecoense (Gilmar Dal Pozzo), Paraná (Dado Cavalcanti) e Boa Esporte (Nedo Xavier). Curiosamente, os três primeiros listados acima figuram no topo da tabela. Enquanto o time mineiro aparece na sexta colocação, a dois pontos do G-4.


Pelo visto chegou ao fim a relação entre os técnicos e os dirigentes que parecia estar em clima de lua de mel na temporada passada.


Info_VAI-VEM_Tecnicos_SERIE-B-2 (Foto: Infoesporte)