A partida começou bastante movimentada, mas o primeiro tempo não guardou grandes emoções para as torcidas. Sem William, poupado, Dagoberto procurou bastante o jogo e teve boa participação, contando com as jogadas de Borges como pivô e as subidas dos laterais. Pelo lado do Santos, Montillo não conseguiu armar as jogadas com eficiência, deixando para o lateral Mena o protagonismo nos minutos iniciais.
Quem teve as melhores oportunidades foi o Cruzeiro. Logo aos nove minutos, a equipe já assustou o adversário em cobrança de falta, quando Nilton desviou e Aranha segurou com tranquilidade. Aos 19, Éverton Ribeiro quase abriu o placar. Em tabela com Dagoberto, uma jogada que funcionou nessa primeira etapa, o jogador bateu de primeira da entrada da área na direção do gol. A bola desviou na cabeça da defesa e subiu, assustando Aranha e deixando perto o time visitante de abrir o placar.
Nos minutos seguintes, o Cruzeiro perdeu as melhores oportunidades. Aos 24, Dagoberto bateu escanteio pela direita e após um corte mal feito da zaga, a bola sobrou limpa para Nilton marcar o gol. O jogador não pegou bem e bateu para fora, chocando-se na sequência com Aranha. Ricardo Goulart não tem a desculpa de não ser atacante e fez ainda pior. Após tabelinha com Borges, o jogador ficou cara a cara com o goleiro e bateu para fora, deslocando demais a finalização.
O Santos pouco rendeu nessa primeira etapa. A única jogada que levantou a torcida foi com Mena pela esquerda, quando o jogador avançou, invadiu a área e cruzou com muito perigo. A bola um pouco alta para William José, sendo o suficiente para o atacante não conseguir desviá-la. O time sentiu falta também de Cícero, que pouco fez, e a marcação muito atrasada deixou a posse de bola com o Cruzeiro na maior parte do tempo.
Se o primeiro tempo não teve um índice técnico desejável, o segundo reservou ainda menos oportunidades de gol, mas o brilho individual da equipe do Cruzeiro foi essencial na busca pela vitória. O técnico Claudinei de Oliveira ainda tentou mexer na equipe, colocando Victor Andrade no intervalo. O jogador teve uma boa chance quando partiu livre pela esquerda e chutou errado no primeiro minuto, mas não conseguiu fazer a diferença no tempo restante.
Aos dez minutos, Éverton Ribeiro, que não vinha tendo uma atuação destacável, entortou Mena no lado esquerdo e entrou em diagonal na área. O jogador ainda driblou Alison antes de bater firme, de canhota, sem chances para Aranha. O gol premiou a equipe que já dominava a partida e mantinha a bola nos seus pés, mas que esbarrava na má pontaria do ataque.
Aos 26 minutos a equipe quase ampliou o placar. Dagoberto tocou para Júlio Baptista chegar à linha de fundo pelo lado esquerdo. O meia, ex-seleção, viu muito bem a entrada de Éverton Ribeiro por trás e deixou o jogador livre para marcar o segundo. Na hora do chute, o jogador pegou mascado e não teve a eficiência necessária para colocar no canto, desperdiçando boa oportunidade.
A única chance do Santos na partida foi aos 34 minutos, e veio de um lance isolado. Geuvânio viu o meio aberto da equipe mineira e arriscou de longe, acertando um lindo chute. A bola tinha endereço certo, mas o capitão Fábio voou bonito e evitou o empate, sendo essa a sua única participação efetiva na partida. No mais, apenas assistiu de camarote a vitória cruzeirense.
Élber ainda perderia outra chance de ampliar no final da partida. Com 39 minutos, Ricardo Goulart foi lançado na direita e rolou para o atacante, livre e com o goleiro deslocado, empurrar para o gol. Apesar disso, o jogador não acertou a finalização e conseguiu bater para fora. Para a sorte dele, o gol não foi necessário e, menos de dez minutos depois, a equipe do Cruzeiro comemorou a vitória e colocou praticamente as duas mãos na taça do Brasileirão 2013.