terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Após ano de ouro, Cícero admite que pode virar atacante no fim da carreira


Cícero, meia do Santos (Foto: Ricardo Saibun/Divulgação Santos FC)Cícero, meia do Santos (Foto: Ricardo Saibun/Divulgação Santos FC)


Cícero chegou ao Santos descartando o rótulo de curinga e pensando em se fixar como terceiro homem de meio-campo. Nessa posição, marcou 24 gols e encerrou o ano como artilheiro do time. Depois ser o goleador do Peixe na temporada, o meia admite: pode virar atacante no fim da carreira.


Em 2013, Cícero colecionou números significativos com a camisa alvinegra. Além de ter sido o goleador da equipe, foi também o jogador que mais vezes entrou em campo: ao longo do ano, jogou 68 das 71 partidas do Santos. No Campeonato Brasileiro, onde balançou as redes 15 vezes, mostrou atributos típicos de um atacante: foi quinto que mais finalizou na competição (89) e marcou cinco gols de cabeça. Por conta dos bons números, ele confessa que já pensou em trocar de posição, mas alerta que isso não acontecerá tão cedo.


- Eu já pensei nisso (virar atacante). Ainda é cedo. Tenho muita gordura para queimar e muito o que correr pelo futebol ainda. Mas lá na frente a gente pode parar e pensar nisso sim. Como os treinadores falam, eu tenho os fundamentos necessários para jogar dentro da área. Se for o melhor para mim e para a equipe no momento, eu vou fazer. Mas no momento vou continuar fazendo aquele terceiro homem de meio de campo - comenta o jogador, que tem contrato com o Peixe até o fim de 2014 e está na mira do Flamengo para a próxima temporada.



Apesar de garantir que pode mudar de função daqui a alguns anos, Cícero não descarta a possibilidade de virar atacante no decorrer dos jogos nos próximos compromissos do Alvinegro Praiano. Segundo o camisa 8, isso depende de um entendimento com Oswaldo de Oliveira, novo treinador santista.


- Tudo depende da situação, do momento, de como a equipe vai se encaixar melhor e de uma conversa com treinador também. Eu prefiro continuar como aquele terceiro homem de meio-campo. Mas sempre deixei claro: onde o treinador precisar de mim em campo eu vou tentar dar o meu melhor.